Enem 2026: organização dos estudos, simulados e equilíbrio emocional ajudam na preparação para a prova
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: quarta, 04 de novembro de 2026

AO Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 será aplicado em dois domingos, nos dias 8 e 15 de novembro. Considerado uma das principais portas de entrada para o ensino superior no Brasil, o exame mobiliza milhões de estudantes que buscam uma vaga em universidades públicas e privadas, além de oportunidades por meio de programas de bolsas e financiamento estudantil.

Além de avaliar competências desenvolvidas durante a Educação Básica, o Enem oferece diferentes possibilidades de ingresso no ensino superior. A nota pode ser utilizada em processos seletivos de instituições públicas, programas de bolsas e financiamento, além de universidades privadas que adotam o resultado do exame como critério de seleção.

Com a proximidade das provas, a preparação é uma etapa importante. É hora de consolidar os conhecimentos adquiridos, revisar conteúdos e desenvolver estratégias para enfrentar uma avaliação extensa, que exige concentração e capacidade de interpretação. O estudante precisa saber organizar sua rotina, administrar o tempo e manter o equilíbrio emocional.

Para Heloisa Ferraro, assessora pedagógica do Colégio Santo Anjo, a preparação para o Enem deve ser construída ao longo de toda a trajetória escolar, e não concentrada apenas nas semanas que antecedem o exame. “A preparação para o Enem precisa ser entendida como um processo contínuo, e não como algo que acontece somente nas semanas que antecedem a prova. Ao longo do Ensino Médio, o estudante precisa construir uma rotina de estudos que contemple três aspectos fundamentais, que são o domínio dos conteúdos, desenvolvimento de estratégias de prova e preparação emocional”, explica.

Revisão e resolução de questões fazem diferença

Na reta final, uma das recomendações é priorizar a revisão dos assuntos já estudados. A retomada periódica dos conteúdos ajuda a identificar dificuldades e reforçar conhecimentos, sem a necessidade de tentar aprender todo o programa novamente.

A resolução de questões no formato do Enem também merece atenção. Diferentemente de avaliações baseadas apenas na memorização, o exame exige interpretação de textos, análise de diferentes linguagens, associação de conhecimentos e resolução de situações-problema.

“É uma prova que demanda interpretação, capacidade de relacionar conhecimentos, leitura de diferentes linguagens, análise de situações-problema e tomada de decisão. Por isso, quanto mais o estudante entra em contato com questões no modelo do exame, mais familiarizado fica com essa dinâmica”, destaca Heloisa.

Os simulados são outra ferramenta importante nesse processo. Além de permitir que o aluno teste seus conhecimentos, ajudam a desenvolver resistência para permanecer concentrado durante várias horas, administrar o tempo e reconhecer quais conteúdos ainda precisam ser retomados.

No Colégio Santo Anjo, os simulados são trabalhados também como instrumentos de aprendizagem. A proposta é aproximar os estudantes das condições reais do exame e permitir que experimentem diferentes estratégias antes dos dias oficiais.

Administração do tempo e estratégia de prova

Uma das principais dúvidas dos estudantes está relacionada à administração do tempo. Saber quanto dedicar a cada questão, quando iniciar a redação e como proceder diante de perguntas mais difíceis são preocupações frequentes. Nesse sentido, a orientação é desenvolver uma estratégia individual, considerando o perfil e a forma de trabalho de cada estudante.

Alguns conseguem ganhar confiança começando pelas questões que consideram mais fáceis. Outros preferem acompanhar a ordem apresentada no caderno. “Não existe necessariamente uma única estratégia que funcione para todos. O importante é que o estudante descubra o que funciona para ele antes do dia oficial e é justamente aí que os simulados assumem um papel fundamental”, afirma a assessora pedagógica.

Outro cuidado é evitar que uma questão difícil comprometa o tempo destinado às demais. Quando o estudante percebe que está demorando excessivamente em determinada pergunta, pode seguir adiante e retornar posteriormente, caso haja tempo disponível. “Uma única questão não pode comprometer o desempenho em várias outras”, orienta Heloisa.

Redação exige prática durante todo o ano

A redação é uma das etapas que mais despertam a insegurança entre os participantes. O receio de não compreender o tema, fugir da proposta ou apresentar argumentos pouco organizados pode aumentar a ansiedade na proximidade do exame.

Para desenvolver essa habilidade, a assessora pedagógica ressalta que a preparação para essa etapa não deve ficar restrita aos últimos dias antes da prova. “É importante produzir textos, receber devolutivas dos professores, compreender os critérios de avaliação e utilizar cada correção como oportunidade de aperfeiçoamento”, observa.

Na reta final, a recomendação é retomar orientações e estruturas já trabalhadas, evitando mudanças bruscas na forma de escrever ou tentativas de incorporar conhecimentos sem tempo suficiente para assimilá-los.

Preparação emocional também faz parte do resultado

Além do conhecimento acadêmico, o estado físico e emocional pode influenciar o desempenho. Sono adequado, alimentação, descanso e organização da rotina devem fazer parte dos cuidados dos alunos nos dias que antecedem o Enem.

O nervosismo também está entre as preocupações mais comuns. Dúvidas como “E se der um branco?”, “E se eu encontrar várias questões que não sei?” ou “E se eu achar que fui mal no primeiro dia?” podem gerar insegurança e prejudicar a concentração.

Para Heloisa, é importante que o estudante não permita que uma dificuldade pontual determine sua percepção sobre toda a avaliação. “Uma questão difícil não define o desempenho do estudante”, afirma.

A orientação é manter a concentração no momento presente, seguir a estratégia planejada e evitar antecipar avaliações sobre o resultado enquanto ainda há provas a serem realizadas.

“Na reta final, nossa orientação é muito clara: não é momento de tentar aprender tudo novamente. É momento de consolidar aquilo que foi construído, revisar pontos estratégicos e cuidar também do corpo e da mente”, conclui.

 

 

 

Sobre o Colégio Santo Anjo

Fundado em 1999 em Curitiba, o Colégio Santo Anjo tem como propósito proporcionar aos seus alunos uma formação integral, com consciência social e pensamento crítico, preparando-os para uma vida saudável, sustentável e feliz. Com metodologia dinâmica e moderna, o colégio estimula o desenvolvimento de competências, habilidades, talentos e múltiplas inteligências, tornando cada aluno protagonista para atuar na vida. Com cinco unidades de ensino, que vão do berçário ao Ensino Médio, o Colégio Santo Anjo reúne cerca de 3 mil alunos e conta com aproximadamente 600 colaboradores.


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