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Sanchez explica, ainda, que os números reforçam a importância de observar diferentes indicadores para compreender a exposição das operações às fraudes. “Uma categoria com grande quantidade de tentativas fraudulentas não necessariamente é aquela com maior risco proporcional, já que o volume total de pedidos também influencia essa relação”, avalia o diretor da datatech.
Categoria de Saúde concentra quase R$ 5,5 milhões em perdas potenciais evitadas
Quando o recorte considera o impacto financeiro das tentativas bloqueadas, “Saúde” aparece na primeira posição. Somente em julho, as tecnologias antifraude evitaram aproximadamente R$ 5,5 milhões em perdas potenciais relacionadas a transações da categoria. “Beleza” ficou na segunda colocação, com R$ 3,14 milhões em potenciais prejuízos evitados, seguida por “Eletrodomésticos”, com R$ 3,09 milhões.
Os diferentes rankings mostram que o impacto das fraudes no e-commerce pode ser observado sob perspectivas complementares. “Fraude transacional não deve ser analisada apenas pelo número de ocorrências. É necessário entender o risco de cada operação, o comportamento do consumidor, o valor envolvido e as características específicas de cada segmento. A combinação dessas informações permite decisões mais precisas e ajuda o e-commerce a bloquear uma tentativa de fraude sem impedir uma compra legítima”, explica o executivo.
Tecnologia como aliada da segurança e da conversão
Em um ambiente de compras cada vez mais digital, a prevenção à fraude precisa acompanhar toda a jornada de pagamento. O uso combinado de dados, inteligência analítica e tecnologias capazes de identificar comportamentos suspeitos permite que empresas reduzam perdas financeiras e protejam consumidores sem aumentar desnecessariamente a fricção nas transações legítimas.
Para Sanchez, uma estratégia eficiente de prevenção também precisa considerar o equilíbrio entre segurança e conversão. “A análise precisa do risco ajuda a evitar tanto a aprovação de transações fraudulentas quanto a recusa de bons clientes, permitindo que o e-commerce proteja receita enquanto oferece uma experiência de compra mais fluida”, finaliza o diretor da datatech.
Dicas para consumidores evitarem golpes no e-commerce
• Desconfie de ofertas com preços muito abaixo da média do mercado, especialmente em links recebidos por redes sociais, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem;
• Verifique se o site é oficial antes de inserir dados pessoais ou informações de pagamento, observando URL, reputação da loja e canais de atendimento;
• Evite clicar em links patrocinados ou enviados por terceiros sem checar se direcionam para o endereço verdadeiro da marca;
• Dê preferência a compras em lojas, marketplaces e aplicativos reconhecidos ou já utilizados anteriormente;
• Nunca compartilhe senhas, códigos de autenticação, dados de cartão ou documentos fora dos canais oficiais da empresa;
• Use senhas fortes e diferentes para cada cadastro, além de autenticação em dois fatores sempre que disponível;
• Desconfie de pedidos de pagamento fora da plataforma de compra, como transferências diretas para pessoas físicas;
• Acompanhe o status dos pedidos somente nos canais oficiais da loja ou marketplace;
• Mantenha celular, computador e aplicativos atualizados para reduzir vulnerabilidades de segurança;
• Monitore com frequência movimentações no CPF, cartão e contas digitais para identificar rapidamente qualquer uso indevido dos dados.
Dicas para empresas prevenirem fraudes no e-commerce
• Adote uma estratégia antifraude em camadas, combinando análise cadastral, autenticação, biometria, comportamento transacional e inteligência de dispositivo;
• Monitore em tempo real pedidos com sinais de risco, como divergência de dados, múltiplas tentativas de compra, uso recorrente de cartões distintos ou endereços suspeitos;
• Reforce a análise em categorias com maior atratividade para fraudadores, como produtos de alto giro, maior valor agregado e fácil revenda;
• Use modelos preditivos e regras dinâmicas para ajustar a prevenção conforme mudanças no comportamento de fraude;
• Equilibre segurança e experiência do usuário para evitar bloqueios indevidos de consumidores legítimos;
• Invista na qualidade dos dados usados nas validações, garantindo informações atualizadas e consistentes para tomada de decisão;
• Aplique autenticação adicional apenas em etapas críticas ou transações com maior risco, reduzindo fricção desnecessária;
• Monitore indicadores como chargeback, tentativa de recompra suspeita, comportamento por dispositivo e recorrência de endereços de entrega;
• Mantenha equipes de risco, atendimento e tecnologia alinhadas para responder rapidamente a novos padrões de golpe;
• Oriente consumidores sobre canais oficiais de compra, comunicação e pagamento, reduzindo o impacto de páginas falsas e engenharia social.
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