Pequenos negócios de Pernambuco ampliam geração de empregos em 2025, na contramão do ritmo brasileiro
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: terça, 10 de fevereiro de 2026

Micro e pequenas empresas responderam por mais de 76% das vagas criadas por empresas no estado, com saldo superior a 52,5 mil postos de trabalho 

 

Em 2025, as micro e pequenas empresas (MPEs) pernambucanas ampliaram a sua contribuição para o mercado de trabalho, reforçando o papel do segmento como principal motor da empregabilidade no estado. Ao todo, as MPEs encerraram o ano com saldo positivo de 52.538 empregos gerados – um crescimento de 3,45% na comparação com 2024, quando foram criadas 50.783 vagas. As médias e grandes empresas (MGEs) também apresentaram crescimento em Pernambuco, com saldo de 16.403 postos de trabalho no período. Os dados, compilados pelo Sebrae, são do Caged. 

O resultado estadual contrasta com o cenário nacional. No Brasil, embora tenha sido mantido o saldo positivo de empregos tanto entre as MPEs quanto entre as MGEs, o ritmo de geração foi inferior ao observado em 2024. Entre os pequenos negócios, a desaceleração chegou a 15,9%, com 1.030.434 empregos gerados em 2025 contra 1.224.615 no ano anterior. Já entre as médias e grandes empresas, a redução foi ainda mais acentuada: o saldo caiu de 413.182 empregos criados em 2024 para 170.193 em 2025 – uma retração de 58,8%. 

Líder de Inteligência de Mercado do Sebrae/PE, Sylvia Siqueira comenta que as micro e pequenas empresas de Pernambuco apresentaram comportamento consistente de geração de vagas ao longo de todo o ano, exceto em dezembro. “Os dados mostram que Pernambuco conseguiu ampliar o mercado de trabalho, mesmo em um contexto nacional de desaceleração do número de vagas. Esse resultado indica maior resiliência dos pequenos negócios no estado e uma relevante contribuição deste grupo para reduzir a taxa de desocupação, que ainda é considerada a maior do Brasil”, analisa a economista.  

Considerando exclusivamente os empregos gerados por empresas, as MPEs responderam por 76,2% do saldo positivo de vagas em Pernambuco em 2025. Para o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, esse alcance confirma a importância estratégica dos pequenos negócios para a economia do estado. “Quando as micro e pequenas empresas crescem, o emprego se espalha pelos territórios. Esse resultado mostra que investir no fortalecimento dos pequenos negócios é investir em desenvolvimento econômico local”, frisa. 

 

PE - TOP CNAEs na geração de empregos pelas MPEs em 2025 

ATIVIDADE 

Saldo de Contratações 

Construção de edifícios 

5.659 

Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 

2.849 

Obras de montagem industrial 

2.599 

Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 

1.844 

Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, municipal 

1.826 

Incorporação de empreendimentos imobiliários 

1.639 

Restaurantes e similares 

1.415 

Atividades de condicionamento físico 

1.246 

Supermercados 

931 

Transporte rodoviário de carga intermunicipal, interestadual e internacional 

794 

 Fonte: MTE – Caged. Elaboração: Sebrae/PE.  

 

MUNICÍPIOS 

Recife respondeu, sozinho, por uma a cada quatro vagas formais geradas pelas micro e pequenas empresas em Pernambuco em 2025. Com saldo de 14,3 mil empregos, a capital liderou com ampla vantagem o ranking estadual, concentrando 27,2% das novas admissões realizadas por MPEs no período. Já os municípios com população entre 100 mil e 900 mil habitantes responderam, juntos, por 42% das contratações.

 

Fonte: MTE – Caged. Elaboração: Sebrae/PE. 

 

 

 

DEZEMBRO 

No último mês do ano passado, Pernambuco registrou saldo negativo de 4.821 postos de trabalho nas MPEs, e de 4.140 nas MGEs. Ainda assim, mesmo em um período de menor dinamismo, alguns segmentos de micro e pequenas empresas apresentaram desempenho positivo no estado, com destaque para a incorporação de empreendimentos imobiliários, com saldo de 101 empregos; o segmento de restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas (83); a construção de obras de artes especiais (82); as atividades de condicionamento físico (74); e o fornecimento e a gestão de recursos humanos para terceiros (68). 


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