Especialistas dão dicas para evitar casos de desidratação e a insolação durante a Festa do Momo
“O frevo fervendo ao sol do meio-dia, quarenta graus de vassourinhas […] Ai que calor, ô, ô”. Este clássico do carnaval, eternizado na voz de Almir Rouche, mostra bem como o sol é um dos mais assíduos foliões durante o carnaval. Porém, a sua presença vem com um custo: as altas temperaturas podem colocar em risco a saúde daqueles que não perdem um bloquinho de carnaval.
O calor, a exposição solar e a rotina agitada dos dias de festa aumentam o risco de desidratação e insolação. A endocrinologista do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, Isabel Oliveira, alerta sobre o quantitativo correto de ingestão diária de água para um carnaval saudável. “Normalmente, sem estar em folia ou exposto ao sol, já é necessária uma ingestão de 30 ml/kg a 40 ml/kg de água por dia. Quando exposto ao calor, recomenda-se que, pelo menos, a cada hora de folia, ingira-se de 350 ml a 500 ml de água para repor e compensar as perdas, a depender da intensidade e do local da festa”, explica a especialista. “É importante lembrar que o líquido da bebida alcoólica não entra nessa conta e não substitui a água, podendo, inclusive, ter efeito diurético e acelerar a desidratação”, complementa.
A pele também sente o impacto da folia
A festa de rua é a mais tradicional no carnaval pernambucano, o que leva a uma maior exposição solar. Essa combinação impacta a saúde da pele, causando desde bronzeamento até casos mais extremos, como a insolação. “Tanto o bronzeamento quanto a insolação são respostas do mecanismo de proteção do DNA das células ao dano causado pela radiação solar. Porém, a insolação acontece após longa exposição ao sol e ao calor, com falha do mecanismo de transpiração e regulação da temperatura corporal, mantendo o corpo com temperatura igual ou maior que 40 °C”, explica Gessienne Alves, dermatologista do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas.
“A insolação pode provocar sintomas como dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e avermelhada, febre e, em casos mais graves, confusão mental, convulsões e perda de consciência. É uma emergência médica e precisa de avaliação de saúde para auxílio no resfriamento corporal”, alerta a especialista.
Como preparar o corpo para aguentar o bloquinho?
As especialistas reuniram dicas para ter um carnaval tranquilo e com saúde: