Estamos chegando ao fim de 2025, um período marcado por festas, férias, viagens, confraternizações e, naturalmente, muitos gastos. Para muitas famílias, esse é um momento em que falar de educação financeira pode parecer cansativo ou até indesejado. No entanto, justamente por envolver despesas extras e compromissos acumulados, este é o melhor momento para repensar o orçamento e preparar 2026 com mais tranquilidade.
Além das celebrações de fim de ano, é preciso lembrar que o começo de 2026 traz uma série de contas inevitáveis: IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, seguros, renovações de contratos e acúmulos típicos de janeiro. Somado a isso, o país inicia o ano com mudanças importantes no Imposto de Renda, que alteram diretamente o salário líquido de milhões de brasileiros. Tudo isso reforça a necessidade de planejamento.
Segundo Reinaldo Domingos, PhD em Educação Financeira e presidente da ABEFIN, prestar atenção nas finanças nesse período é essencial. “Mesmo em meio às festas, esse é o momento ideal para refletir sobre o futuro financeiro. Planejar agora é o que permitirá um início de 2026 mais leve e organizado”, afirma.
Primeiros passos para organizar as finanças pessoais
Reinaldo Domingos orienta que, para começar 2026 com mais controle sobre as finanças, é fundamental adotar algumas práticas essenciais:
2026 começa com mudanças no bolso do trabalhador
A partir de 1º de janeiro de 2026, entram em vigor as novas regras do Imposto de Renda, que devem aliviar o orçamento principalmente de quem ganha até R$ 7,35 mil por mês. Mesmo sendo uma boa notícia, esse aumento de renda exige análise e cuidado para ser bem aproveitado.
Cálculos da Confirp Contabilidade indicam os ganhos estimados:
O diretor tributário da Confirp, Welinton Mota, destaca que o benefício diminui conforme a renda aumenta. “Quem ganha R$ 5 mil será o mais impactado positivamente. Acima de R$ 7.350, o efeito desaparece. A mudança deve isentar cerca de 10 milhões de contribuintes, totalizando mais de 26 milhões de brasileiros sem IR a partir de 2026, e representar em mudanças em muito mais pessoas, algo que mexe diretamente com o planejamento familiar e exige um olhar atento", explica Mota.
Inflação real: o que realmente pesa no bolso do brasileiro
Outro ponto crucial para levar em conta em 2026 é compreender a diferença entre a inflação oficial e a inflação real. Muitas vezes, a inflação medida pelo indicador oficial está controlada, mas os aumentos que o consumidor sente no supermercado, na farmácia, na energia ou no transporte são muito maiores.
É essa inflação — a dos produtos e serviços que fazem parte da rotina da família — que precisa ser monitorada para ajustar o orçamento. Ignorar esse impacto torna mais difícil manter o controle das despesas.
Reinaldo Domingos conclui: "A educação financeira não é sobre proibir as festas, cortar todo o lazer ou a prática de cortar gastos, mas uma forma de entender as necessidades de cada pessoa, estabelecer metas realistas e investir de maneira eficiente. Com planejamento, é possível transformar 2026 no ano da virada financeira e alcançar os sonhos de forma tranquila e sustentável."
Em um momento em que muitos preferem não olhar para o extrato e deixar as contas para depois, agir agora é o diferencial para iniciar 2026 com serenidade, clareza e rumo definido.
Fonte: Assessoria de Imprensa da DSOP Educação Financeira
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