Em todo Nordeste foram abertas mais de 66 mil novas vagas. Apenas entre janeiro e agosto, país registra saldo positivo de mais de 1,8 milhão de novos empregos
Além de ser o segundo representante nordestino que mais abriu vagas formais de trabalho em agosto, Pernambuco se destacou nacionalmente e fechou o oitavo mês do ano em quinto lugar geral entre os estados que mais criaram empregos.
Ao todo, 15.119 novas vagas foram abertas em Pernambuco, ficando regionalmente atrás apenas da Bahia, que registrou a abertura de 17.416 novos postos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), criado como registro permanente de admissões e dispensa de empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Com os novos postos abertos, o estoque de empregos formais em Pernambuco supera 1,3 milhão de vagas. O setor da indústria, com 5.350 postos, foi o que mais abriu vagas no estado em agosto.
Do ponto de vista regional, o Nordeste notabilizou-se como o grande destaque de agosto, tendo apresentado um crescimento de quase um por cento (0,96%) da força de trabalho, o maior crescimento relativo entre as cinco regiões brasileiras. Somados, os nove estados nordestinos foram responsáveis por 66.009 novos empregos em agosto.
Além de Pernambuco e da Bahia, cinco estados fecharam o mês de agosto tendo gerado mais de dez mil novos postos. São Paulo lidera a lista, com 74.973 empregos. Os outros representantes são Rio de Janeiro (30.838), Minas Gerais (27.381), Paraná (15.118) e Santa Catarina (10.223).
Recorde absoluto
Com a geração de 278.639 novos postos, o país superou a marca de 42,53 milhões de empregos formais, o maior número já registrado no Novo Caged.
Apenas entre janeiro e agosto deste ano, o saldo de empregos gerados alcança a marca de 1.853.298. Se forem considerados os últimos 12 meses, o total de novos postos formais abertos chega a 2.455.662.
Os dados de agosto demonstram, ainda, que somente no intervalo de julho de 2020 a agosto de 2022 – considerado o período de retomada do emprego formal – o país registrou um saldo positivo de 5.836.476 postos de trabalho.
O Caged serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho e, desta forma, subsidia a tomada de decisões para ações governamentais. Segundo os dados apresentando nesta quinta-feira (29), todas as 27 Unidades da Federação registraram em agosto um saldo positivo na geração de empregos.
Por região
Em números absolutos, a Região Sudeste foi a que mais gerou empregos no oitavo mês deste ano, com 137.759 novas vagas. Para se ter uma ideia de como a criação de empregos foi acelerada, o Sudeste havia gerado, em julho, 99.530 empregos formais.
A Região Nordeste aparece em segundo lugar, com um saldo positivo de 66.009 vagas (em julho foram 49.215 novos postos). Na sequência, estão o Sul, com 35.032 novos empregos (28.152 em julho), o Centro-Oeste, com 21.515, e a Região Norte, com 18.171 novos postos.
Setores da economia
O Novo Caged de agosto mostra, ainda, que a geração de empregos no país se deu em todos os cinco setores monitorados. O setor de serviços liderou mais uma vez, tendo criado 141.113 postos, um crescimento de mais de 59 mil novos empregos em comparação aos dados de julho. Na sequência, aparecem os setores da indústria (52.760 postos), comércio (41.886), construção civil (35.156) e agropecuária (7.724).
Considerando todos os oito primeiros meses deste ano, o setor da construção civil tem o desempenho mais destacado, com um crescimento de mais de dez por cento (10,8%) no estoque de empregos formais. Todos os demais setores têm saldo positivo no acumulado do ano, com os serviços chegando a 1.027.288 vagas geradas em 2022 e a indústria tendo aberto 319.379 novas vagas.
É importante ressaltar que pelo terceiro mês seguido o salário médio real de admissão apresentou crescimento, fruto do aquecimento do mercado de trabalho e do sucesso das políticas de controle da inflação.