Postura “protecionista” atrasa desenvolvimento de quem está na graduação e precisa lidar com estágios, aponta especialista
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: terça, 21 de junho de 2022

É notório o crescimento da necessidade por profissionais qualificados, com conhecimentos técnicos e de gestão. Por outro lado, os alunos que buscam essas especializações, durante a graduação, precisamente através de estágios, sofrem com um sistema emperrado, deficitário, que não se atualizou e nem se adaptou às necessidades específicas do mercado e dos estudantes.

 

Isso é ainda mais danoso se levarmos em consideração os alunos adultos, que buscam a primeira graduação ou programas de extensão como pós, mestrados e doutorados, conforme explica a especialista  Sandra Raphael, que tem mais de 18 anos de experiência no mercado educacional.

 

“Esse público, em particular, tem necessidade urgente de melhorar suas competências e melhorar sua performance, de buscar outras competências, através de uma nova graduação, por exemplo, a fim de obter mais chances no mercado de trabalho. No entanto, depara-se com um impedimento que trava todo e qualquer setor: a burocracia. Nesse caso, a do sistema de ensino”, afirmou.

 

Para Sandra, o modelo de ensino atual é defasado e antiquado. Mas, ainda conforme ela, é necessário também levar em consideração a falta de estímulo dos alunos que não tentam driblar esses pontos.

 

“Um problema seríssimo é a falta de disciplina de estudo, com foco, seriedade e comprometimento com o saber, o aprender de fato e não apenas com o diploma. Repito: por vezes isso se torna um ciclo vicioso, que atrasa o ingresso dos estudantes no mercado de trabalho, além de prejudicar a relação virtuosa entre as iniciativa privada, o poder público e a academia”, comentou.

 

Para a especialista, “a boa relação da academia com o mercado de trabalho proporciona à sociedade enormes benefícios, como por exemplo, na sugestão da necessidade de qualificação e na capacidade do país competir no âmbito internacional, inclusive.”

 

Comentando os impactos da pandemia no mercado educacional e de especializações, Sandra afirmou que a crise atestou ainda mais a necessidade de dinamicidade atual, mostrando que até mesmo o trabalho presencial pode ficar em segundo plano.

 

“A possibilidade de um estágio remoto, por exemplo, traz a oportunidade do aluno não se sobrecarregar com o deslocamento e otimiza as suas oportunidades de seguir trabalhando, sem deixar de lado o estudo que vai lhe garantir, junto à prática do mercado, experiência adequada para atingir a  excelência profissional. Atividades online são facilitadoras e perfeitamente funcionais”, finalizou.

 

Sobre Sandra Raphael

 

Sandra Raphael, Administradora de Empresas e pós-graduada em Gestão, pela Nova School of Business & Economics – Lisbon, Portugal. Master Coach certificada pela The International Association of Coaching e SLAC Sociedade Latino Americana e tem Certificação Internacional de Chief Happiness Officer. Fundadora da escola de negócios em Luanda, Angola. Palestrante, treinadora e consultora, especialista em multiculturalidade e interculturalidade. Vasta experiência nos mercados brasileiros, europeu e africano. Autora e co-autora de artigos e case studies sobre a Gestão em Ambiente Multicultural.


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