Petrobrás viverá semana decisiva com perspectivas de mudanças radicais em toda sua diretoria
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Por: DIÁRIO DA MANHÃ, Publicado em: segunda, 20 de junho de 2022

A decisão do Presidente Bolsonaro e do Presidente da Câmara, Arthur Lira, em esmiuçar os ganhos da Petrobrás pela primeira vez, é um duro golpe na arrogância e na prepotência de muitos altos funcionários da companhia, que ainda acham que o petróleo é deles e não do país. A frase da ex-presidente da companhia Graça Foster de que não ficaria "pedra sobre pedra”, quando surgiram as primeiras denúncias de corrupção dentro da empresa, na verdade, teve o mesmo efeito da frase da Ministra Carmem Lúcia do STF, quando disse que “cala boca já morreu”. Foi bonito e impactante na ocasião, mas de efeito prático, nenhum. A Petrobrás continua a fazer o que quer e bem entende, passando por cima de suas próprias leis internas, principalmente o setor da empresa que cuida das licitações. Nos últimos seis meses, o Petronotícias trouxe duas denúncias gravíssimas oriundas deste setor, envolvendo vários profissionais responsáveis pelas licitações e gerenciamento de obras. Situações óbvias de envergonhar qualquer um, mas que não tiveram nenhuma providência efetiva tomada para sanar o problema. Em um deles, por exemplo, a empresa preferiu escolher um consórcio de empresas que cobrou cerca de R$ 300 milhões a mais para fazer um HDT na Replan, em São Paulo. Venceu, mesmo ficando em segundo lugar com uma diferença de preços desta ordem. E pior: o motivo alegado para desclassificar a empresa AES Union foi a apresentação de um documento só em inglês. No entanto, acredite, a empresa aceitou uma carta da Toyo em japonês. Com certeza, pelo visto, a turma da licitação entende bem a língua japonesa. Outro exemplo foi o abandono da construção de um deck de pouso de helicópteros para a plataforma P-53. A obra era para construir um novo heliponto, mas quando faltavam apenas 5% para seu término, foi paralisada. Com isso, empresas de embarcações de apoio continuaram a alugar seus navios a um custo de US$ 30 mil diários cada um. Para pousar um helicóptero, a plataforma precisa de três embarcações da classe AHTS. Isso acontece desde 2008.


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